Sobre

Estático? Sinônimo de algo sem movimento, parado, o oposto da vida no mundo. Adjetivo completamente diferente de EXTÁTICO, a palavra-musa que inspira e guia o blog. Extático é o que provoca êxtase, uma sensação de espanto, encantamento… Aquilo que desperta! E leva o leitor a expandir suas ideias.

O blog Extático surge então como um projeto experimental, dentro da Faculdade Cásper Líbero, no ano de 2016, com o objetivo de despertar e preservar memórias de pessoas, lugares e conversas.

E como bem nos lembra a jornalista Eliane Brum, no artigo ‘A potência da primeira geração sem esperança’, do jornal El País, “a história não tem fim enquanto temos memória”. Por isso mesmo que precisamos, mais do que nunca, cuidar do nosso passado, mesmo que ele esteja repleto de contradições.

Ainda com essa vocação para a memória, o blog é também um espaço para anotações sobre o final dos disruptivos anos 10.  Reflexões escritas na Era do Nevoeiro, como pontua o crítico Guilherme Wisnik, em ‘Dentro do nevoeiro’, livro da Ubu Editora.

Para Wisnik, vivemos um momento em que o porvir é um mistério e a neblina esconde, tanto o que está sendo demolido quanto o que está sendo construído. E é a partir da arquitetura que Wisnik chega a essa conclusão, ou seja, a partir do micro, que graças a observação, estudo e análise, entende-se o macro.

Nisso também nos agarramos, nos agarramos às artes, como a Pintura ou Literatura, e à vida de pessoas, anônimas ou não, para – tentar – desvendar as vozes do nosso tempo.

Afinal, as experiências do outro, da alteridade, são fundamentais para a compreensão do que é o mundo, coisa que uma realidade única não consegue expressar. Aí, resiste a graça dos artistas, permitir-se, viver e ser outras vidas. Já a graça do jornalismo está em – ajudar a – contar e preservar essas outras experiências de ser no mundo.

Quem escreve:

Ator, escritor e jornalista, Fidel Forato anda, flana e corre, desde sempre, em busca de boas histórias. No ano de 2015, encontrou na cidade de São Paulo sua morada, quando veio estudar jornalismo e, a partir de então, tem se proposto a conviver e a aprender com a multiplicidade. Em 2018, publicou seu primeiro livro “Sabores da minha terra”, em parceria com a jornalista Giulia Nardone, sobre vidas e culinárias de imigrantes na Paulicéia.

fidelzforato@gmail.com | @fidelforato

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