Canadenses: Quem são? #01

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Ainda no aeroporto de Vancouver, avistei o que considerava a típica família canadense. Sentados e aguardando a hora do embarque, estavam: um homem loiro com uma barriguinha e uma camisa floral lendo uma GQ; Uma mulher também loira, de cabelo muito liso e de óculos quadrados folheando uma Vanity Fair da rainha Elizabeth; Ao lado duas garotinhas, também loiras e muito clarinhas, brincando cada uma com seus iphones.

Ali, poderia jurar que só veria pessoas com essas mesmas especificidades por toda a cidade. Doce ilusão.  Saindo de lá, um transfer me levaria com outros estudantes para nossas homestays. O primeiro a ser deixado seria um colombiano. Fomos, então, para um bairro de imigrantes mais distante da cidade e repleto de indianos. Todos vestiam trajes típicos dessa cultura, inclusive, homens de turbantes. Nessas ruas, tudo era muito colorido. Parecia um outro país, porque até os guardas de trânsito eram indianos e tinham um falar específico.

Depois embarcamos para onde seria meu novo lar temporário. Uma casa de filipinos. Enquanto tocávamos a campainha, a vizinha que cuidava de seu jardim perguntou da onde eu era. Assim que pronunciei Brasil, ela abriu um sorriso e disse ser Portuguesa, mas que o marido viveu muito tempo em meu país. Ela me contou que veio para cá em busca de trabalho, como a maioria das outras pessoas da cidade.

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Nesse meio tempo, Jocelyn, minha mãe temporária, apareceu e, visivelmente, não entendia nada sobre o que estávamos conversando. Ela me mostrou toda sua casa e por mais estranho que pareça algumas partes têm um teto rebaixado, por coincidência, meu quarto é um desses espaços. Além disso, me ensinou logo uma regrinha da casa. Ao chegar da rua, devo tirar os sapatos e calçar chinelos para andar em casa.

Por sorte, essa era a hora do almoço e eu não tinha almoçado ainda #mortodefome . Então, conheci todos os meus novos “irmãos”. Um era da Arábia Saúdita. Um do México. Um do Congo. Uma do Japão. E dois da Coreia do Sul. São muitos, porque em casa vivem vários alunos que estão aprendendo inglês. Isso faz de qualquer refeição, um espaço de convívio entre culturas muito diferentes.  

E como todo reunião de pessoas muito diferentes, aqui também não faltam conflitos. Assim que disse onde estudaria inglês, na ILAC, o garoto árabe me disse que eu era um cara de sorte, porque lá só tinha gente bonita. Então, a menina coreana, perguntou o porquê. Ele respondeu de imediato que lá não tinham orientais. Nem preciso dizer que essa foi só o começo de uma looonga discussão. E acredito que não será única ♦

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